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Viaje pelo Brasil e conheça a rota das vinícolas

por Redação

Apesar da pouca tradição na fabricação da bebida, algumas localidades do país podem ser uma boa dica de viagem para os apaixonados por vinho

 

 

 

 

Por conta de seu clima tropical do norte e o sub-tropical do centro-sul do país, o Brasil não é considerado um país com condições apropriadas para a produção de vinhos de qualidade. Teoricamente, as chuvas abundantes e as temperaturas altas não favorecem o bom desenvolvimento das uvas viníferas, utilizadas na elaboração dos vinhos finos e espumantes. Porém, seguindo na contramão desta teoria, quatro vinhos brasileiros aparecem entre os cem melhores do mundo em uma lista criada pela Associação Mundial de Jornalistas e Escritores de Vinhos e Licores (WAWWJ), em 2015.

Os vencedores são todos do sul do país: Marcus James Espumante Brut, da vinícola Aurora (8º lugar), Espumante Garibaldi Prosecco Brut, da Cooperativa Vinícola Garibaldi (9º lugar), Aurora Espumante Chardonnay Brut, da vinícola Aurora (39º lugar), Garibaldi Espumante Moscatel, da Cooperativa Vinícola Garibaldi (52º lugar). Além disso, no ranking dos melhores países produtores da bebida, o Brasil aparece em 13º lugar entre 62 nações citadas.

Por isso, a cada ano que passa as vinícolas se espalham por novos locais do país, chegando inclusive a estados com temperaturas elevadas, como Pernambuco, Goiás e Mato Grosso. Essa extensão se deve ao crescimento do consumo de vinhos no Brasil. Dados do Instituto Brasileiro de Vinho (Ibravin) mostram um aumento de quase 5% no primeiro semestre de 2015 em comparação com o mesmo período de 2014.

Ficou curioso? Conheça abaixo algumas das regiões com vinícolas brasileiras.

 

 

 

Rio Grande do Sul (RS)

A Serra Gaúcha é a maior e mais importante região vinícola do Brasil e responde por cerca de 85% da produção do país. Por conta do solo basáltico e do clima temperado e úmido, além de noites amenas, é possível cultivar uvas com personalidade forte. A Serra Gaúcha abrange hoje as quatro áreas de produção e conservação de vinho certificadas do país, como o Vale dos Vinhedos, localizado entre os municípios de Bento Gonçalves, Garibaldi e Monte Belo do Sul. Garibaldi, por sua vez, é uma das principais regiões produtoras de espumantes do mundo, concentrando 80% da produção nacional. Lá, estão empresas famosas como a Chandon e a Pelegrino.

 

 

Pernambuco

A viticultura do semiárido tropical do Vale do São Francisco desperta a curiosidade por ser considerada uma experiência única no universo enológico. A capacidade produtiva das videiras é determinada pelo manejo e não pelo clima sempre seco e quente da região. O solo, abastecido com água do rio São Francisco, apresenta grandes depósitos de sedimentos rochosos. O alto índice de insolação produz uvas com elevado nível de açúcar, resultando em vinhos bastante frutados. Do local, saem alguns dos melhores vinhos (brancos e tintos), espumantes e sucos de uva do país e do mundo.

 

 

São Paulo

Algumas cidades do interior de São Paulo, como São Roque, Jundiaí, Louveira, Vinhedo e Atibaia, também não ficam de fora. Elas ainda têm um sistema de produção de uvas tradicional, baseado no artesanal, seja para o preparo de vinhos ou para as uvas de mesa. Como novidade, surgiram novas iniciativas para a produção de vinhos finos. Na vinícola Guaspari, em Espírito Santo do Pinhal, são produzidos vinhos tintos e brancos.

 

 

Minas Gerais

Ao longo da história, a viticultura da região Sul do Estado de Minas Gerais consagrou-se como produtora de vinhos de mesa. Os principais municípios produtores são Caldas, Andradas e Santa Rita de Caldas. Embora baseada em iniciativas isoladas, a exploração da atividade do enoturismo acaba por ser vista como uma realidade na região. No local, utilizam-se as variedades Jacquez e Bordô (conhecida na região como folha de figo) para a elaboração de vinhos tintos e Niagara branca para vinhos brancos.

 

 

Espírito Santo

O polo vitivinícola da Região Serrana do Espírito Santo, próximo a capital Vitória, é privilegiado por uma paisagem com grandes belezas naturais. Neste contexto, a uva, o vinho e outros derivados, como o suco de uva e a gastronomia, constituem os principais atrativos para o turismo na região. A crescente venda aos turistas, associada às oportunidades de comercialização dos produtos estimulou recentemente a retomada da vitivinicultura, tanto para a venda da fruta quanto para a produção de vinhos e sucos de uva. Os produtores têm inovado com a introdução de Niágara Rosada e BRS Clara, para consumo in natura e Isabel Precoce, BRS Cora, BRS Violeta, BRS Lorena e Moscato Embrapa para a produção de suco e vinhos, inclusive espumantes.

 

 

Mato Grosso

A viticultura foi introduzida no Estado de Mato Grosso como atividade comercial no final da década de 1990. Nessa época, os descendentes de italianos imigraram do Rio Grande do Sul e implantaram parreirais de Niágara Rosada e Patrícia para a produção de uvas de mesa nos municípios de Nova Mutum, Lucas do Rio Verde e Primavera do Leste. O Estado têm algumas pequenas propriedades com uvas finas, em geral Syrah e Merlot, utilizadas na preparação de vinhos tintos.

 

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